segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Filosofia da Madrugada - Helio Lopes Estivalete - ZERO HORA - Poesia - Imagens - Canguçu - RS - Brasil


Filosofia da Madrugada 

Essas madrugadas!
Painel virgem, neutro e
incolor.
Recebe com carinho,
As cores das tintas do meu
Eu.
Guarda fielmente,
As minhas criações
E as minhas confidências.
Revela o que tenho,
Para dar e dividir,
E guarda meus segredos.
Ao volver o olhar,
Rumo ao horizonte,
Na intensa escuridão,
A luz da alma é mais
brilhante,
E ilumina minhas ações.
No painel do infinito
imaginário,
Tão real quanto minha
mente
E minhas imaginações,
Registro meus enigmas.
Vendo a obra pergunto:
Onde está esse artista?
Olho e não o vejo,
Vejo-o sem olhar.
É um escravo aprisionado,
Nas grades das emoções
E com liberdade,
Num painel,
Revela mistérios da criação.
E nesse papel, painel em
branco,
Transcreve o virtual para o
real,
Para que todos possam
desfrutar.

Helio  Lopes Estivalete

Fonte:

JORNAL ZERO HORA - 6 de janeiro de 2014
Almanaque Gaúcho - Jones Lopes da Silva

Ler:

ZERO HORA

Ver:

Dicas de Segurança em Transporte Coletivo - Augusto Pinz

Imagens: Canguçu, RS, Brasil

Foto: Loila Matos

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