domingo, 11 de maio de 2014

Eco de Eternas Ausências - Os Araganos - Sol Nascente - Canguçu - RS - Brasil

Meu amor não tem limites
Meu ódio também não tem,
Rebenqueada pelas mágoas
Só quero a quem me quer bem.

Sei que sou meio selvagem
Mas que culpa tenho eu
De tantos golpes da vida
Muito de mim se perdeu.

Eu me fiz dona de auroras
Nas madrugadas a cantar
Dois olhos negros pousaram
No meu desejo de amar.

Olhos as estradas sem rumo
E os corredores sem fim
Vejo tua boca macia
Sempre chamando por mim.

Navego na sombra mansa
De tempestuosa existência
Rolo no canto das águas
Eco de eternas ausências.

Durmo sobre as ribanceiras
Nas encostas dos laranjais
Me desperta a luz da aurora
Toda molhada de ais.

Ficam dormindo nas margens,
De madrugadas perdidas
Uma tropilha de sonhos,
Turvando as águas da vida.

Janelas cheias de estrelas
Abertas para os caminhos
são trevas quando procuro
Os rastros dos teus carinhos.

Trago a minha ternura
Nesta cantiga macia
Teu amor era tão puro
Que a própria aurora queria.

Composição: Os Araganos e Therezza de Pavan

Imagem: Sol Nascente - Canguçu, RS, Brasil
Foto: Loila Teresinha Cunha de Matos

Ver:


  • Rancho da Estrada - Canguçu em Cores
  • Noites Penas e Guitarras

http://cangucuemcores.blogspot.com.br/2011/07/noites-penas-e-guitarras_30.html
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