terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A lo largo - Toada

A lo largo - Toada


Meus dedos são corcéis pelo teu corpo
Corcoveando pelo vale entre dois montes.
Nas ancas de coxilhas onduladas,
Busco e encontro saciar-me em tuas fontes.

Disseram a lo largo que o gaudério
Só é homem para o lombo do cavalo.
E a quem diga que não tem nem coração,
Só se emociona no estrondo do pealo.

Homem rude dos fundões da pampa imensa
Cinchando a vida, calejando a minha mão,
Em meus sonhos, no galpão da noite densa,
Te vejo e sinto apertada ao coração.

Em cada taipa de açude abandonado,
Em cada fundo abandonado de rincão,
Te apeio rica da garupa do meu flete
E me enrodilho no teu corpo de ilusão.

Letra: Antonio Carlos Machado
Música: Jerônimo Jardim
Intérpretes: Jorge André e Jerônimo Jardim
Músicos:
Gaita ponto: Renato Borghetti
Bandolim: Canela
Violão ovation: Jerônimo Jardim

Califónia da Canção Nativa do Rio grande do Sul

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