quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Paradoxo - Trivial - Oráculo Manual e Arte de Prudência - Baltasar Gracián - Canguçu - RS - Brasil


Não cair no paradoxo para fugir ao trivial

Os dois extremos são desabonadores. Tudo que não condiz com a seriedade tem um toque de tolice.
O paradoxo é como um engano, bem recebido de início, já que causa admiração pelo que tem de novo e de picante: mas depois, sobrevindo a decepção pelo desfecho, fica muito desacreditado. É uma espécie de embuste e quando se trata de política, é a ruína do estado. Os que não conseguem alcançar ou os que não têm coragem de procurar a grandeza pelo caminho da virtude, enveredam pelo rumo do paradoxo, causando espanto aos ignorantes e parecendo verdadeiros a muitas pessoas prudentes. O paradoxo denota um desequilíbrio do raciocínio e portanto é oposto à prudência. E se às vezes não se baseia em falsidade, pelo menos estará baseado em incerteza, daí oferecer graves riscos em assuntos importantes.

Fonte: Oráculo Manual e Arte de Prudência - Baltasar Gracian

Tradução - Comentários - Notas:  Morus

Imagem: Gorgulho do feijão - Buchus quadrimaculatus

Foto: Loila Teresinha Cunha de Matos

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